Poder compreender em quanto a arquitetura para interiores evoluiu nos últimos tempos, é poder perceber que teve um avanço bastante rápido e notável.

Ao longo do tempo, os móveis foram evoluindo ao lado das necessidades humanas e a sua sensibilidade estética. Cada vez mais os móveis são feitos exatamente para seus donos, transmitindo o reflexo de seus gostos e desejos, abrangendo todas as suas verdadeiras carências, mostrando gostos pessoais através das cores, decorações, objetos, entre outros elementos.

O que não acontecia há algumas décadas atrás, onde os móveis eram apenas criados, sem pensar em ergonomia, bem estar e em quem iria utilizá-lo.

O primeiro móvel se destinava a proteger objetos preciosos, o que era então, um objeto qualquer semelhante a uma caixa, e então futuramente surgiria o baú, o armário, a cômoda, a tal caixa que serviria de apoio e acento para as pessoas, podemos então imaginar, que o ser humano desenvolveu um banco e muito depois uma cadeira, uma cama, um sofá e até mesmo uma poltrona.

Consequentemente surgiam as cadeiras que era de poder total, criadas em tamanhos maiores e mais altos que os normais, para aqueles soberanos de poder, diferenciar-se dos demais.

Pensar em móvel bem planejado está presente na evolução que o Design de Interiores teve nos últimos tempos. Sendo assim, o mobiliário deve se adaptar a anatomia do homem, às suas necessidades físicas e conceituais, por isso é preciso levar em consideração todas as diferenças e estilo de vida de cada um.

Essa estimativa vem crescendo graças ao aquecimento mobiliário que vem se destacando nos últimos anos, e a necessidade do consumidor de sentir-se cada vez mais relaxado em sua casa, o que demanda um aumento de 21% na decoração.

O gasto com artigos decorativos de luxo no Brasil também apresentou um crescimento significativo na última década, às pessoas estão cada vez mais preocupadas com uma boa aparência e perfil característico em sua residência, assim como estimam por móveis com design único e de qualidade, trazendo ainda mais sofisticação e conforto para si mesmo.

Tudo isso acontece pelo fato de nos atrairmos a um determinado objeto por memórias emocionais interligadas ao passado e até mesmo a infância, impulsos originários das imagens, dos cheiros e dos sons definem todas as nossas experiências ao longo da vida, construindo então a nossa personalidade, os nossos sentimentos, o nosso humor e as nossas opiniões.

Porém é comum perceber que alguns itens perderam espaço dentro de interiores, são exatamente aqueles itens remetentes aos nossos avós, que trazem uma sensação afetiva de amor e carinho, recordando do passado.

A função de um bom designer é trazer uma solução eficiente a um determinado problema, que saiba abusar da sua criatividade, de uma boa pesquisa e um bom planejamento para melhores resultados.

Cadeiras telefônicas, bibelôs, pratos decorativos nas paredes, cristaleiras, telefones de discar, entre outros, são artigos que vem sendo comum encontrado na decoração de interiores atualmente, pois o profissional de Interiores preza em resgatar todo o sentimento afetivo por trás de uma simples decoração, deixando o ambiente mais propício para relaxamento, à verdadeira impressão que tudo aquilo realmente pertence a aquele lugar.

Isso porque a ideia do Designer de Interiores é trazer toda a nostalgia de tempos atrás, elementos que rementem ao passado e trazem bem estar.  Unir o antigo e o atual pode deixar o ambiente ainda mais harmônico. Predizer tendências que serão lançadas é um pouco complexo, porém se partimos do princípio que o mundo é uma bola e ele gira, fica fácil de perceber que a decoração e a moda andam lado a lado, e logo irão voltar.

É como falar da Clássica decoração Luís XV, a mais autêntica inspiração francesa que dá vida aos ambientes através de seu charme e beleza até os dias de hoje.

Mesmo tendo passado muitos anos, o estilo Luís XV ainda é muito forte na decoração de interiores. Hoje em dia suas principais características ganham releituras em decorações que misturam o clássico e o contemporâneo.

Mas toda essa explicação psicológica não vem de hoje, os tempos mudaram e o comportamento humano vem evoluindo também, personalizar um ambiente não é mais uma mera vaidade, transformar um ambiente naquilo que nos faz bem passou a ter uma relevância jamais imaginada.

Isso acontece pelo fato do avanço tecnológico que estamos passando. Tecnologia e design nem sempre estiveram associados como nos dias de hoje. Atualmente, o vínculo é tão forte que muitos consideram que um não pode viver sem o outro. Porém, mesmo crendo nessa afirmação, muitas pessoas ainda não entendem completamente como esses dois assuntos se relacionam.

Vivemos mais tempo em nossos trabalhos do que em casa, por isso prezamos por um ambiente que seja acolhedor, precisamos de mais espaços onde nos sentimos parte dele, precisamos de um ambiente sensorial e visivelmente agradável.

Proporção, comodidade e funcionalidade não eram conceitos muito utilizados anteriormente, na verdade todo esse estudo sobre o cliente não era pensado tão a fundo. Mas com o progresso da Arquitetura para Interiores teve uma grande mudança na questão de como o ser humano se comporta dentro de seu ambiente, e quais são os fatores mais relevantes para que se sinta bem.

Há circunstancias que afirmam que o Design de Interiores surgiu no Egito Antigo, mais de mil anos antes de Cristo. Na época, os egípcios construíam suas casas com barro e decoravam com mobiliário de madeira, tapetes de palha, de tecidos e de peles de animais.

Já no Brasil foi fortemente influenciado pelo modernismo, que teve maior plenitude por volta de 1930 a 1950, porém durante a Semana de Arte Moderna em 1922, obras polêmicas surgiam em busca do desejo de libertação, dando características aos pensamentos políticos e culturais da época, fazendo parecer uma identidade única do país e não uma arquitetura copiada.

Foi nesse período que os Designers de Interiores viveram a sua melhor época, podiam criar espaços de acordo com cada necessidade, criar ambientes que fossem acolhedores e funcionais, uma experiência jamais vivida.

arquitetura brasileira

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Autor: Diulie Ferreira

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