Apesar dos limites no orçamento, a equipe focou em transformar a escola em um ambiente onde as crianças possam se sentir seguras, confortáveis e dispostas ao aprendizado. “Existe muito antagonismo em relação a essa população, muitos são requerentes de asilo e as crianças são as primeiras a sofrer”, afirmou a designer responsável ao site Dezeen.

Originalmente construído na década de 1960, o local havia sido abandonado há anos devido à falta de recursos. Por isso, materiais acessíveis e estratégias de design foram planejadas cuidadosamente para baratear a obra. Mas isso não impediu que elementos divertidos tomassem conta das áreas comuns. Um jardim ecológico e um playground, desenhados por Lavi Kushelevich, foram instalados na parte externa. Placas de carvalho deram origem a mesas em formato geométrico, para que as crianças possam brincar dentro das casinhas, encontrar um espaço confortável para ler e, ao mesmo tempo, sentirem-

se acolhidas com privacidade. “O tema da casa foi repetido no espaço, criando um senso de pertencimento”, afirma Hay. Em uma parede, quadrados receberam uma camada de tinta de lousa, para que as crianças tivessem um espaço próprio para soltar a imaginação.

Em formato de casa, uma parede recebeu quadrados pintados em tinta de lousa. Ali, as crianças tem espaços individuais para desenhar (Foto:  Itay Benit/ Dezeen/ Reprodução)
Em formato de casa, uma parede recebeu quadrados pintados em tinta de lousa. Ali, as crianças tem espaços individuais para desenhar (Foto: Itay Benit/ Dezeen/ Reprodução)

Nos corredores, o projeto de marcenaria forma arquibancadas e pequenas áreas privadas. O carvalho foi o material escolhido por ser de fácil acesso e barato (Foto:  Itay Benit/ Dezeen/ Reprodução)
Nos corredores, o projeto de marcenaria forma arquibancadas e pequenas áreas privadas. O carvalho foi o material escolhido por ser de fácil acesso e barato (Foto: Itay Benit/ Dezeen/ Reprodução)

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Tintas azuis, amarelas e rosas cobrem as superfícies, que antes exibiam a seriedade do concreto. Há também almofadassofás e pequenas arquibancadas de madeira para os pequenos se acomodarem.

A escada recebeu tinta rosa e os degraus largos das escadas também são arquibancadas (Foto:  Itay Benit/ Dezeen/ Reprodução)
A escada recebeu tinta rosa e os degraus largos das escadas também são arquibancadas (Foto: Itay Benit/ Dezeen/ Reprodução)

Debaixo da escada, um cantinho de leitura ganha almofadas grandes e estampadas, promovendo maior conforto (Foto:  Itay Benit/ Dezeen/ Reprodução)
Debaixo da escada, um cantinho de leitura ganha almofadas grandes e estampadas, promovendo maior conforto (Foto: Itay Benit/ Dezeen/ Reprodução)

Para o futuro, a designer ainda pretende renovar as salas de aula do primeiro piso. Atualmente, a escola acomoda 360 alunos que estudam do jardim de infância até à oitava série. O colégio fica próximo à estação de ônibus central da cidade, que se tornou casa para muitos refugiados, que vagam pelas ruas em busca de emprego.

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Por isso, a escola é lar para as crianças, que vivem em situações de vulnerabilidade e não encontram conforto do lado de fora. “É nessas horas que eu sinto que o design se torna uma ferramenta para mudanças sociais”, comemora a designer.

Murais de cortiça exibem os desenhos das crianças. Áreas de aprendizado foram instaladas nos locais de circulação para que os pequenos possam interagir livremente e experimentar novas formas de ensino (Foto:  Itay Benit/ Dezeen/ Reprodução)
Murais de cortiça exibem os desenhos das crianças. Áreas de aprendizado foram instaladas nos locais de circulação para que os pequenos possam interagir livremente e experimentar novas formas de ensino (Foto: Itay Benit/ Dezeen/ Reprodução)

Um playground e um jardim ecológico tomam conta da parte de fora da escola (Foto:  Itay Benit/ Dezeen/ Reprodução)
Um playground e um jardim ecológico tomam conta da parte de fora da escola (Foto: Itay Benit/ Dezeen/ Reprodução)

 

Fonte: Casa e Jardim

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